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quarta-feira, junho 06, 2012

A vida não pára ...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...

Mas nós podemos parar a vida, podemos fazê-la ficar, parece que anda, dia após dia, mas na verdade a vida parou ... parou dentro de nós, as coisas ficam na mesma e, como quando somos apanhados numa corrente do mar, andamos, andamos, até achamos que estamos mais próximos da margem, mas na verdade não conseguimos sair do mesmo sitio. E no mar, para não morrermos, é urgente mudar a estratégia. É urgente deixar de nadar - que não nos leva a lado nenhum, apenas ao cansaço - e ir na corrente. É urgente deixar que o mar nos leve um pouco mais para o lado, para longe da influencia daquela corrente que nos prende. Só depois, quando, de facto, saímos um pouco do sitio onde estávamos é que devemos recomeçar a nadar. E aí a margem ficará mais próxima a cada braçada que damos.
O difícil é perceber, é distinguir entre a corrente que conseguimos vencer nadando, e aquela que nos exige a imobilidade. Essa pode ser a diferença entregue sair sozinho do mar, ou ter que ser agarrado por outros ...
Mas vida não pára ...
E ficarmos parados dentro dela é perder a vida que temos.

quarta-feira, maio 23, 2012

GOSTO

Prenda de uma amiga ... 
... as palavras também podem ser boas prendas, especialmente as que estão cheias de significados!!









segunda-feira, maio 14, 2012

9 de Maio de 2012

Porque um país sem cultura não tem futuro
Porque um país sem cinema não tem memória
Para todos os que se recusam a assistir passivamente ao seu extermínio, vamos projectar, ao ar livre, mais de 100 anos de cinema português.
Pela aprovação da nova lei do cinema!




Foi assim em São Bento!!
Pedaços da nossa história, pedaços de nós!!

sábado, setembro 24, 2011

RECOMEÇAR

recomeçar ... 
recomeçar pode trazer prazer e satisfação.
recomeçar pode inundar-nos de tristeza e angustia.
recomeçar pode ser o caminho, pode ser  inevitável, pode surgir de uma necessidade intensa.


Numa altura de recomeço, faz sentido retomar coisas que ficaram para trás. Perdidas, esquecidas ou que simplesmente deixaram de nos fazer sentido manter.
Numa altura de recomeço, faz sentido voltar aqui.


Alinhamento astral, poderes da parte inconsciente do cérebro que tudo sabe sobre nós, mesmo aquilo que pensamos não ser parte integrante do nosso ser, ou apenas uma grande coincidência?! Não sei responder ... nem sequer tento, mas não deixa de ser o suficiente para me fazer sorrir.
Volto a este lugar exactamente 2 anos desde o ultimo post. 


24 de Setembro de 2009
tinha acabado de ver uma peça de Teatro, onde estiveram envolvidas pessoas conhecidas, que me tinha trazido bons momentos, com um grupo de amigos.


24 de Setembro de 2011
regresso a casa depois de um concerto no Claustro do Mosteiro dos Jerónimos, onde tudo era novo - nenhuma das pessoas me dizia alguma coisa e confesso que, apesar de ter gostado, fui um pouco ao engano e aquilo não era exactamente o que eu esperava.


Mais uma coincidência?!? Dois acontecimentos culturais ... 


Recomeço!!!
Recomeço, numas coisas determinada e confiante; noutras insegura e num caminho mal iluminado.
Mas recomeço! 
Aqui e na vida!

quinta-feira, julho 23, 2009

RECOVERING MY MISSING PIECES

Sou! Sou, porque o concebo e porque o sinto?! Ou sou, porque toda a minha existência deixa marcas da minha passagem, marcas e memórias impressas nos que me acompanham e nos lugares por onde ando?!
Sou, pelo simples facto de ter nascido, ou sou, verdadeiramente, porque me dou ao mundo e recebo dele o que ele me oferece?!
Acredito que apenas com os outros, com aquilo que eles têm de nós, somos realmente.
A minha existência está povoada de pessoas e locais, muitos dos quais se mantêm presentes na minha vida. Mas se parte da minha vida fica presa nas minhas memórias, sem nada ou ninguém que o partilhe, é como se não existisse de facto. É como que um sonho que se teve, muito real, mas que só podemos descrever, não podemos reviver.

São peças que me faltam. Peças que completam o meu trajecto e que eu deixei fugir, sem perceber que as estava a deixar ir. Quando olhei para trás percebi que tinha uma parte de mim quesó eu vivi, ninguém à minha volta tinha essas memórias, essas vivências marcadas na vida. Era como que se essa parte deixasse de existir. Se não estava lá ninguém para “me confirmar”, como poderia eu ter sido aquela pessoa?!
Mas eu fui essa pessoa! Eu estive lá e deixei as minhas marcas! Construi as peças do caminho que me fez chegar até aqui!

São peças que me faltam, mas peças que estão lá. Peças que eu preciso de recuperar, para voltar a ser.

quinta-feira, maio 21, 2009

GOSTO

Going Back to the corner where I first saw you
Gonna camp in my sleeping bag I'm not gonna move
Got some words on cardboard, got your picture in my hand
saying, "if you see this girl can you tell her where I am"

Some people try to hand me money, they don't understand
I'm not broke I'm just a broken hearted man
I know it makes no sense but what else can I do
How can I move on when I'm still in love with you

Cuase If one day you wake up and find your missing me
and your heart starts to wonder where on this earth I could be
Thinkin maybe you'll come back here to the place that we'd meet
And you'll see me waiting for you on our corner of the street
So I'm not moving, I'm not moving

Policeman says, "son you can't stay here"
I said, "there's someone I'm waiting for If it's a day, a month, a year"
Gotta stand my ground even if it rains or snows
If she changes her mind this is the first place she will go

Cause If one day you wake up and find your missing me
and your heart starts to wonder where on this earth I could be
Thinkin maybe you'll come back here to the place that we'd meet
And you'll see me waiting for you on our corner of the street
So I'm not moving, I'm not moving,
I'm not moving, I'm not moving

People talk about the guy that's waiting on a girl
There are no holes in his shoes but a big hole in his world

Maybe i'll get famous as the man who can't be moved
Maybe you wont mean to but you'll see me on the news
And you'll come running to the corner
cuase you'll know it's just for you
Im the man who can't be moved

Chorus 2x

Going Back to the corner where I first saw you
Gonna camp in my sleeping bag I'm not gonna move

"The Man Who Can't Be Moved" - The Script

quarta-feira, abril 29, 2009

WRONG

GOSTO da música, GOSTO do video


quarta-feira, fevereiro 27, 2008

ACHO QUE SIM, QUE SÃO CAPAZES DE TER RAZÃO ...




You Are a Colon



You are very orderly and fact driven.

You aren't concerned much with theories or dreams... only what's true or untrue.



You are brilliant and incredibly learned. Anything you know is well researched.

You like to make lists and sort through things step by step. You aren't subject to whim or emotions.



Your friends see you as a constant source of knowledge and advice.

(But they are a little sick of you being right all of the time!)



You excel in: Leadership positions



You get along best with: The Semi-Colon

terça-feira, fevereiro 19, 2008

GOSTO ...

... muito!
Quero muito dançar ao som desta música !!!



The Wombats "Let's Dance to Joy Division"

segunda-feira, março 26, 2007

FORA

Ando fora.
Fora do blogue
Fora da blogosfera
Fora de mim
Fora do mundo
Ando à espera.
À espera de inspiração
À espera de vontade
À espera das novidades
À espera de mim

terça-feira, janeiro 16, 2007

A ALEGRIA

Posted by Picasa

A Íris está quase a fazer 1 ano. Cada vez mais mexida e "faladora", ela é A ALEGRIA que nos rodeia. Perto de uma menina que nos brinda com sorrisos de várias formas e intensidades é muito difícil não afastar os pensamentos chatos e as preocupações e acompanhá-la naquela vontade de estar bem com a vida e de olhar para as coisas que nos rodeiam com um olhar de descoberta e espanto.
É espantoso como eles (as crianças desta idade) gostam de ver, tocar, descobrir o mundo à sua volta. E como essas descobertas, por mais pequenas que sejam, são motivo de alegria. Ter na mão uma coisa que nunca teve - como um pacote de lenços - é motivo de gargalhadas, ver a minha língua fora da boca dá direito a cara de espanto seguido de um riso rasgado, cada conquista nova - conseguir descer da cama, encaixar o círculo verde no buraco respectivo, ou chegar ao telecomando que normalmente lhe é vedado - é acompanhada com um grande sorriso e com um olhar para nós, como que a dizer: "vejam, vejam, vejam o que eu consegui!!!"

Esta é a grande lição que eu gostava de aprender com a minha filha.
Voltar a ter a capacidade de ser genuinamente feliz com as mais pequenas coisas!

terça-feira, dezembro 19, 2006

A MINHA ÁRVORE DE NATAL

Porque gosto muito da minha árvore (com os seus enfeites de Praga), porque é a primeira vez que a faço nesta casa e porque há um concurso a decorrer para eleger a melhor árvore de natal.
O concurso está a ser feito pelo tugir





















Pequenos detalhes dos enfeites Checos













quinta-feira, dezembro 14, 2006

A 10 DIAS DA NOITE DE NATAL

Há momentos da minha vida que recordo como "sinais de que estou a crescer"; quando percebi que já não podia andar mais ao colo dos meus pais, quando passei a ser eu a comprar, preencher e entregar os meus papeis de matricula na escola, quando tive o meu carro e comecei a usá-lo para fazer a minha vida, quando comecei a fumar em frente aos meus pais, quando fiz, pela primeira vez, as minhas compras de Natal, entre outros ...
Este ano vai haver mais um.
Para além de ser "mais um dos sinais", é também mais uma fase da minha metamorfose de filha para mãe.
Pela primeira vez não vou passar o Natal com os meus pais. Vou para Viseu passar o Natal com os meus sogros e com os meus cunhados.
Eu e o António sempre passámos o Natal separados. Ele com os pais dele e eu com os meus, mas sempre combinámos que quando tivessemos filhos, passariamos juntos e iamos alternando.
Em 2006 vai ser com os pais dele. A Íris passar o seu primeiro Natal com a familia do lado do pai e nas terras frias de Viseu.
Vai custar-me muito, mas também estas coisas fazem parte do crescimento e, ainda mais importante, fazem parte de ser mãe.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Eu até queria dizer várias coisas!
Falar da vida; da minha, da vida da minha filha, das vidas à minha volta; falar do estado das coisas; das voltas que o mundo dá!
Falar de banalidades.
Falar de coisas sérias.
Escrever bonito e escrever sem cuidado.
Escrever com fotografias para ilustrar ou só com texto para não haver distracções.
Mas a coisa tá preta ... muito preta ... não sai nada ... mas que m......

quarta-feira, setembro 27, 2006

O MEU GIGANTE

Eu tive um amigo que era gigante! Enorme, barrigudo e dorminhoco! E verde!
Vivia deitado, de barriga para cima, na saída de Rio de Mouro!
Todos as sextas e todos os domingos eu via o meu gigante. Ela estava lá às Sextas à noite para me dar as boas-vindas e voltava a estar lá aos Domingos para se despedir de mim e desejar-me uma boa semana.
Mas o meu gigante foi-se embora. Deixou o seu canto e a sua cama foi ocupada por dezenas, centenas de prédios altos, onde vivem muitas familias.
O meu gigante era uma "floresta" de pinheiros mansos (talvez tivesse outras árvores, mas é dos pinheiros que melhor me lembro) que havia perto da casa da minha avó. As árvores estavam todas coladas uma às outras, e as suas copas juntas formavam algo que me parecia um homem gigante, barrigudo, deitado a olhar o céu. Eu gostava daquela parte do caminho porque ia ver o meu gigante e ia imaginar o que ele estaria a ver no céu e quais seriam os seus pensamentos.
Um dia, mais tarde, voltei a fazer aquele caminho e as árvores tinham sido todas derrubadas e no lugar delas estavam um monte de prédios e muitos outros a "nascer".
Quem faz hoje a IC19 descobre a invasão dos prédios em todas as direcções. Eles não dão tréguas a nenhum espaço verde. Pergunto-me quantos "gigantes" terão desaparecido nestes anos?
O meu foi embora e eu nunca mais o vi! Em lado nenhum!

sexta-feira, outubro 28, 2005

INEVITÁVEL

Mais tarde ou mais cedo tinha que acontecer.
As “provas difíceis” fazem parte da vida, não há forma de fugir. As nossas vidas são feitas de momentos bons e maus, esperados ou inesperados. Os que mais angustiam (pelo menos a mim, pois há quem se angustie com as coisas boas) são os maus momentos com hora marcada. Não falo de uma ida ao dentista, o do momento em que passamos o cheque do IVA, mas daqueles momentos em que sabemos que vamos passar uma mau bocado. Esses deixam-me “paralisada”, parece que tudo à volta deixa de existir e que a minha mente só tem espaço para um único pensamento.
Estou aqui a tentar não entrar nesse estado, a tentar afastar o momento, mas sei que não vou conseguir.
Acho que vou ter o fim de semana de angustia ... se ao menos pudesse evitar o inevitável ...

quarta-feira, outubro 26, 2005

COISAS DO PASSADO

"I am just a poor boy and my story’s seldom told
I’ve squandered my resistance for a pocketful of mumbles, such are promises
All lies and jest, still the man hears what he wants to hear
And disregards the rest, hmmmm
When I left my home and my family, I was no more than a boy
In the company of strangers
In the quiet of the railway station, runnin’ scared
Laying low, seeking out the poorer quarters, where the ragged people go
Looking for the places only they would know
Li la li...
Asking only workman’s wages, I come lookin’ for a job, but I get no offers
Just a come on from the whores on 7th avenue
I do declare, there were times when I was so lonesome
I took some comfort there
Now the years are rolling by me, they are rockin’ even me
I am older than I once was, and younger than I’ll be, that’s not unusual
No it isn’t strange, after changes upon changes, we are more or less the same
After changes we are more or less the same
Li la li...
And I’m laying out my winter clothes, wishing I was gone, goin’ home
Where the new york city winters aren’t bleedin’ me, leadin’ me to go home
In the clearing stands a boxer, and a fighter by his trade
And he carries the reminders of every glove that laid him down or cut him’til he cried out in his anger and his shameI am leaving, I am leaving, but the fighter still remains
Yes he still remains
Li la li..."

The Boxer
Simon & Garfunkel



De regresso a casa e na rádio esta música a tocar. Não sei, mas é possível que já tenham passado 15 anos desde a última vez que a ouvi. Era a tua música favorita. Naquele álbum que ouvimos vezes sem conta. Eu gostava mais do I am a Rock e havia ainda o Bridge Over Troubled Water ou o Old Friends, que todos nós gostávamos, mas a tua preferida era o The Boxer ... tu não eras igual a nós, nunca foste! Tinhas algo que te distinguia do "monte" de adolescentes tontos que era o nosso grupo. Não sei porque me lembrei disto, mas mal ouvi os primeiros acordes da música foi o que me surgiu no pensamento. Tardes inteiras na sala da minha casa (que ainda tinha aqueles fantásticos sofás dos anos 70) a ouvir música, a falar não se sabe bem do quê, a rir, a chorar, ......... depois de reviver, pensei no que seria de ti, o que estarias a fazer agora?!? Será que já nos cruzámos nessa Lisboa e não demos um pelo outro?!?
Pensei nessas coisas e não quis que o pensamento se perdesse .....Foste um dos primeiros a "partir" e a desaparecer .... de ti só ficaram as memórias, mas essas, para já, não vão a lado nenhum.

quinta-feira, setembro 15, 2005

FOI ONTEM

Que morreu o homem que me “ensinou” a gostar de musicais.
Robert Wise (10/09/1914-14/09/2005) realizou, entre muitos outros filmes, “West Side Story”, 1961 e The Sound of Music, 1965.
Foram estes dois filmes que despertaram a minha paixão por musicais.
Com “The Sound of Music” descobri as musicas ao mesmo tempo que descobri o filme, mas no caso do “West Side Story”, só anos depois de saber todas as musicas (os meus pais tinham, ou têm, a banda sonora em vinil e era um dos meus discos favoritos), e as pequenas frases que os personagens iam dizendo no inicio e fim das musicas e depois de ter imaginado centenas de vezes as caras, movimentos e expressões da Maria e do Tony (e dos outros personagens) é que vi o filme, uma só vez, mas mesmo assim é um dos musicais da minha vida.

Acho que não vi mais nenhum filme da obra deste senhor, mas o facto de ele ser responsável por estes dois, faz com que a morte dele me deixe algo triste ...

quarta-feira, setembro 14, 2005

GOSTO/NÃO GOSTO

GOSTO
de escrever com lápis e esferográfica azul.
de passar por pessoas desconhecidas que têm cheiros que eu reconheço (e ficar a pensar nas pessoas e/ou locais a “quem pertence aquele cheiro”)
de voltar a adormecer descansada, porque a madrugada ainda vai a meio e o toque do despertador ainda vem longe.
de ficar de fora a olhar para a minha família com a sensação que estou no lugar certo.
de fazer planos para a minha casa nova (que tem as obras prontas e está quase, quase, quase habitável)

NÃO GOSTO
de escrever com esferográficas pretas.
de reconhecer que aqueles de quem eu gosto também têm defeitos e fazem coisas com as quais não concordo.
de aturar pessoas que não sabem olhar em volta.
quando deixo as tarefas amontoarem-se. Depois tenho que fazer tudo de enfiada.
quando acordo, depois de dormir a sesta, e já é noite.

segunda-feira, setembro 12, 2005

COMO SERÁ?

Conheço pessoas que vivem em constante ansiedade, em constante lamento, sempre com a sensação que a vida tira e nunca dá, que o caminho a percorrer é sempre acidentado, perigoso e escuro.

Não sou uma pessoa a quem se possa chamar optimista, e vejo sempre (ou pelo menos tento olhar para o quadro que se me pode apresentar) o lado mau das questões. Não sou daquelas pessoas que só encara o lado mau da vida quando ele está, de facto, em frente a elas. Penso sempre no que pode correr de mal, mas como mais uma hipótese que tem que ser colocada.

Mas viver na “escuridão” deve ser muito difícil
O que faz estas pessoas sentirem-se, realmente, felizes?
Não consigo imaginar como será viver assim.
A vida tem coisas tão boas, porque não olhar para elas, nem que seja de vez em quando?