sábado, outubro 28, 2006

TODO O MUNDO À MINHA ESPERA




























A Íris percebeu que há um mundo à sua volta para descobrir.
Todos os dias, depois de ela acordar, na nossa cama, do sono da noite, voltamos a pô-la na sua cama e abrimos a janela ... e ela já sabe que aquilo significa o "bom-dia" ao mundo! Enquanto nos arranjamos para ir trabalhar ela olha pela janela, vê as pessoas lá em baixo, os carros a passar, a chuva a cair e vai "falando" ... não sei se a fazer o "relato" do que vê ou a falar com o que vê, mas é uma agitação. O munda está lá fora, à espera de ser descoberto, explorado e ela sabe-o!

quarta-feira, setembro 27, 2006

O MEU GIGANTE

Eu tive um amigo que era gigante! Enorme, barrigudo e dorminhoco! E verde!
Vivia deitado, de barriga para cima, na saída de Rio de Mouro!
Todos as sextas e todos os domingos eu via o meu gigante. Ela estava lá às Sextas à noite para me dar as boas-vindas e voltava a estar lá aos Domingos para se despedir de mim e desejar-me uma boa semana.
Mas o meu gigante foi-se embora. Deixou o seu canto e a sua cama foi ocupada por dezenas, centenas de prédios altos, onde vivem muitas familias.
O meu gigante era uma "floresta" de pinheiros mansos (talvez tivesse outras árvores, mas é dos pinheiros que melhor me lembro) que havia perto da casa da minha avó. As árvores estavam todas coladas uma às outras, e as suas copas juntas formavam algo que me parecia um homem gigante, barrigudo, deitado a olhar o céu. Eu gostava daquela parte do caminho porque ia ver o meu gigante e ia imaginar o que ele estaria a ver no céu e quais seriam os seus pensamentos.
Um dia, mais tarde, voltei a fazer aquele caminho e as árvores tinham sido todas derrubadas e no lugar delas estavam um monte de prédios e muitos outros a "nascer".
Quem faz hoje a IC19 descobre a invasão dos prédios em todas as direcções. Eles não dão tréguas a nenhum espaço verde. Pergunto-me quantos "gigantes" terão desaparecido nestes anos?
O meu foi embora e eu nunca mais o vi! Em lado nenhum!

quinta-feira, agosto 31, 2006

ADEUS

Nasceu sozinho, sem os habituais 4 ou 5 irmãos, numa caixa de computador que estava no meu quarto. Branco e preto (mais branco do que preto) com umas orelhas muito grandes . Dias depois, mal tinha os olhos abertos, a mãe resolveu ir embora (mais uma coisa que eu nunca tinha visto) e nós ficámos com um gatinho recém-nascido "nas mãos".
O que fazer!?
Como tratar de um ser ainda tão dependente da mãe?!
Afinal o caso não era tão grave. Já tinha sido tudo inventado: o leite, o biberon (com a sua mini tetina) e os rituais todos para o alimentar. Até já se sabia que era preciso fazer muitas festas na barriga para substituir as lambidelas da mãe, pois só assim os gatinhos fazem xixi e cócó.
E assim foi! Nós passámos a ser a gata mãe a tomar conta da sua cria!
12 anos depois era o rei da casa!
Grande, sereno, e quase uma pessoa, tal era a forma como se relacionava connosco, como fazia parte da vida da casa.
O rei que tudo via, sabia, cuidava e guardava. Até a Íris dormiu sonos com ele ao lado a guardá-la. E alguns dos primeiros ensaios para gatinhar foram feitos para ir apanhá-lo.
Até ontem. Ontem a doença que o enfraquecia há umas semanas foi mais forte que ele.
Ontem a casa ficou sem o seu REI!

Adeus Nicas

quarta-feira, julho 26, 2006

DANOS COLATERAIS

Esta longa ausência tinha que deixar alguma "marcas"! Era inevitável! Não sei o que aconteceu, mas fiquei sem comentários. Já voltei a colcar uma caixa de comentários, mas todos os vossos comentários ficaram perdidos no ciberespaço ... tenho muita pena ...

Só mais uma coisa .... voltei! Agora de vez!
Até já!
(não, não estou a fazer publicidade! ahaha)

sexta-feira, abril 21, 2006

PAIXÕES

A minha filha tem uma nova paixão!
A primeira - e ainda a mais forte - é a mama.

A Íris está apaixonada pelas suas mãos ...
Adora estar longos minutos entretida com as suas mãos. (será que ela já sabe que as mãos são dela???) Olha muito fixamente para as duas mãos e para os movimentos que elas fazem, leva-as à boca, entrelaça os dedos, etc.
Qual será a próxima?!?!

quarta-feira, março 29, 2006

A MINHA FAMILIA




















Com quase dois meses (faz no dia 5 de Abril) esta menina é a joia da coroa da minha familia.
Não vou começar a fazer aqueles discursos de como a presença dela altera tudo, nos modifica, faz com que tudo à nossa volta tenha um significado, cheiro, cores, etc. diferentes. Vou só dizer-vos que ela é a minha bébé querida e que os dias com ela são fantásticos - mesmo aqueles dificeis em que nada parece resultar e, em que, o "desespero" espreita bem perto - que os últimos dois meses foram cheios de coisas novas.

Apesar de muitas das minhas horas lhe serem dedicadas, a minha ausência da blogosfera não se deve à presença dela, mas à falta de internet em casa.
Sem internet não há blogue para ninguem.
Portanto, vou continuar a aparecer de forma muito intermitente, mas vou continuar a aparecer.

terça-feira, janeiro 31, 2006

VOLTEI ...

… mas só para dizer um olá … não tenho tido vontade, tempo, condições, oportunidade – às vezes tudo junto, outras vezes só uma das razões me afastou da blogosfera – para vir aqui …
Ainda não fui mãe – quer dizer, a minha filha ainda não nasceu! – embora já tenha entrado nas 40 semanas e a data prevista para o parto já ter passado (30.01.2006). Acho que a miúda percebeu o frio que está cá fora e está à espera de uns dias um pouco mais quentinhos!
Não sei quando volto, mas eu volto!!!
Beijos para todos!

sexta-feira, novembro 04, 2005

A MINHA FAMILIA


Este é o Benjamim, também conhecido por Riscado, Histérico (porque só mia – e a bem miar quando tem fome) e Anti-Social (passa a maioria do seu tempo no andar de cima, e só se digna a descer, quando tem fome e não vai lá ninguém a cima a quem possa pedir).
Dos três, é o único que não nasceu cá em casa e é o mais novo deles todos.
Veio da outra banda (do Barreiro, acho), dentro de uma bolsinha e chegou cá casa aterrorizado. Levou algumas “bufadelas” dos outros dois, mas depressa foi adoptado pelo Unix.

quinta-feira, novembro 03, 2005

É HOJE O DIA...

... e por maiores que tenham sido os meus esforços, não vou lá estar!
Espero que a noite seja óptima para quem lá vai estar, e eu fico em frente ao televisor para não perder pitada!

ESCLARECIMENTOS E AGRADECIMENTOS

Tal como em muitas outras situações, o “papão” grande e barrigudo revelou-se pequeno, manso e muito fácil de se lidar.
Foi inevitável, mas já passou...
que venha a próxima prova que a vida me tem reservada, que eu estou pronta para ela!!!

Obrigada pela vossa preocupação e apoio!

sexta-feira, outubro 28, 2005

INEVITÁVEL

Mais tarde ou mais cedo tinha que acontecer.
As “provas difíceis” fazem parte da vida, não há forma de fugir. As nossas vidas são feitas de momentos bons e maus, esperados ou inesperados. Os que mais angustiam (pelo menos a mim, pois há quem se angustie com as coisas boas) são os maus momentos com hora marcada. Não falo de uma ida ao dentista, o do momento em que passamos o cheque do IVA, mas daqueles momentos em que sabemos que vamos passar uma mau bocado. Esses deixam-me “paralisada”, parece que tudo à volta deixa de existir e que a minha mente só tem espaço para um único pensamento.
Estou aqui a tentar não entrar nesse estado, a tentar afastar o momento, mas sei que não vou conseguir.
Acho que vou ter o fim de semana de angustia ... se ao menos pudesse evitar o inevitável ...

quinta-feira, outubro 27, 2005

PARA O CASO DE ME ESQUECER DEPOIS

Que tal ficou o vermelho? Muito "berrante"? Ou nem se nota muito a diferença?
Sabes que estou a falar contigo, não sabes?
Espero a resposta nos comentários!

... às vezes tenho estas coisas, mas não me levem a mal ...

quarta-feira, outubro 26, 2005

COISAS DO PASSADO

"I am just a poor boy and my story’s seldom told
I’ve squandered my resistance for a pocketful of mumbles, such are promises
All lies and jest, still the man hears what he wants to hear
And disregards the rest, hmmmm
When I left my home and my family, I was no more than a boy
In the company of strangers
In the quiet of the railway station, runnin’ scared
Laying low, seeking out the poorer quarters, where the ragged people go
Looking for the places only they would know
Li la li...
Asking only workman’s wages, I come lookin’ for a job, but I get no offers
Just a come on from the whores on 7th avenue
I do declare, there were times when I was so lonesome
I took some comfort there
Now the years are rolling by me, they are rockin’ even me
I am older than I once was, and younger than I’ll be, that’s not unusual
No it isn’t strange, after changes upon changes, we are more or less the same
After changes we are more or less the same
Li la li...
And I’m laying out my winter clothes, wishing I was gone, goin’ home
Where the new york city winters aren’t bleedin’ me, leadin’ me to go home
In the clearing stands a boxer, and a fighter by his trade
And he carries the reminders of every glove that laid him down or cut him’til he cried out in his anger and his shameI am leaving, I am leaving, but the fighter still remains
Yes he still remains
Li la li..."

The Boxer
Simon & Garfunkel



De regresso a casa e na rádio esta música a tocar. Não sei, mas é possível que já tenham passado 15 anos desde a última vez que a ouvi. Era a tua música favorita. Naquele álbum que ouvimos vezes sem conta. Eu gostava mais do I am a Rock e havia ainda o Bridge Over Troubled Water ou o Old Friends, que todos nós gostávamos, mas a tua preferida era o The Boxer ... tu não eras igual a nós, nunca foste! Tinhas algo que te distinguia do "monte" de adolescentes tontos que era o nosso grupo. Não sei porque me lembrei disto, mas mal ouvi os primeiros acordes da música foi o que me surgiu no pensamento. Tardes inteiras na sala da minha casa (que ainda tinha aqueles fantásticos sofás dos anos 70) a ouvir música, a falar não se sabe bem do quê, a rir, a chorar, ......... depois de reviver, pensei no que seria de ti, o que estarias a fazer agora?!? Será que já nos cruzámos nessa Lisboa e não demos um pelo outro?!?
Pensei nessas coisas e não quis que o pensamento se perdesse .....Foste um dos primeiros a "partir" e a desaparecer .... de ti só ficaram as memórias, mas essas, para já, não vão a lado nenhum.

segunda-feira, outubro 24, 2005

COISAS A NÃO ESQUECER

Palavras leva-as o vento
Actions speak louder than words


São coisas que se dizem por aí, mas o racional e o lógico ficam pequenos, fracos e mudos perante o emocional. As palavras ecoam dentro da cabeça como um sino que já não sabe dar as horas e não pára. E antes de lá chegarem as palavras são filtradas, descoloradas, ampliadas e o seu significado e intenção é alterado. O emocional recebe-as com uma forma diferente daquela que tinham quando foram ditas.

As palavras não voam com o vento, ficam coladas na pele, nos olhos, na mente e no coração.
As acções têm, sempre, que ser acompanhadas por palavras adequadas.

quinta-feira, outubro 20, 2005

NAS RUAS DA MINHA CIDADE

"Beat me till I'm black but I'm not giving in to the likes of you"

sábado, outubro 15, 2005

quinta-feira, outubro 13, 2005

É PENA ...

You Belong in London

A little old fashioned, and a little modern.
A little traditional, and a little bit punk rock.
A unique woman like you needs a city that offers everything.
No wonder you and London will get along so well.
What City Do You Belong in? Take This Quiz :-)
Find the Love of Your Life (and More Love Quizzes) at Your New Romance.

... pois não está na lista das cidades que mais quero visitar! Não sei, entre outras esta vai ficando para trás.

retirado do SILVIA SEM FILTRO

UM PEDIDO

Será que há alguém que consegue fazer ver ao Jorge Gabriel que aquela postura de braços cruzados já deu o que tinha a dar?! Que aquilo já cansa!?

Desculpem lá esta coisa, mas ontem estava a ver "O Cofre" e aquilo já me estava a fazer urticária ...

segunda-feira, outubro 03, 2005

ALDEIA NAS RUAS DA CAPITAL

De vez em quando lembro-me porque me sinto tão “em casa” na rua dos meus pais.
Apesar de ser “uma das ruas mais caóticas” de Lisboa, com varias empresas, residências e armazéns de alguma dimensão (estacionar é sempre uma aventura e a segunda fila é também é considerado local de estacionamento), parece uma aldeia onde todos se conhecem e o local de encontro é o café da D. Inácia.
Hoje tive mais um desses momentos de vida de província.

A rua tem muitos prédios relativamente altos que tapam o sol até por volta das 11h00, mas num cantinho, mais ou menos a meio da rua, porque os dois prédios que ai estão só têm 3 andares, o sol pode-se ver a partir da 9h30. Pois foi aí que a “rua” se juntou para ver o eclipse! Emprestavam-se óculos, comentava-se a evolução do fenómeno, chamam-se os mais distraídos para que pudessem ver. Eu vim para a rua com a tigela de flocos na mão para ver a Lua a tapar o Sol...

É possível que estas coisas também se passem noutras ruas de Lisboa (sobretudo no bairros típicos onde a vizinhança ainda forma uma comunidade) mas eu gosto de achar que sou de alguma forma privilegiada por ainda conseguir viver este momentos de "aldeia".

quarta-feira, setembro 28, 2005

REALIDADES

Menina, com um narizinho muito pequenino e arrebitado... e chama-se Íris
(mais detalhes só daqui a um mês)